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Microplásticos detetados em placentas humanas

  • Foto do escritor: Ângelo Oliveira
    Ângelo Oliveira
  • 28 de dez. de 2020
  • 2 min de leitura

Doze fragmentos microplásticos foram encontrados em placentas humanas, segundo um estudo realizado em Itália.



Um estudo (https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0160412020322297?fbclid=IwAR12rpxdVVDN28VIdJEYqoNQ4hdlPNZSPVm1FVnYk1EH1fsXdjlc2Lnw6QU) publicado na Environment International, descreve o trabalho de várias equipas de dois hospitais italianos, que investigaram seis placentas humanas. A análise foi realizada com recurso à espectroscopia Raman, uma técnica de alta resolução que proporciona informação química e estrutural de praticamente qualquer material orgânico ou inorgânico.

No final, registaram-se 12 fragmentos de microplásticos em quatro das placentas analisadas (cinco no lado fetal, quatro do lado materno e três nas membranas corioamnióticas). Todas as partículas encontradas tinham pigmentação, das quais três foram identificadas como sendo polipropileno e em nove foram identificáveis apenas os pigmentos.

Tendo em conta que a placenta é o órgão que garante a regulação da chegada de nutrientes e oxigénio ao feto, a presença de microplásticos pode traduzir-se numa série de consequências para o desenvolvimento fetal.

Antonio Ragusa, autor do estudo e diretor da Unidade de Obstetrícia e Ginecologia do hospital de Fatebenefratelli explica que “com a presença do plástico no corpo, o sistema imunitário fica perturbado e reconhece como «seu» até o que não é orgânico. É como ter um bebé ciborgue: já não é só constituído por células humanas, mas por uma mistura de entidades biológicas e inorgânicas”.

Relativamente à forma como os microplásticos chegaram à corrente sanguínea, o estudo em causa não conseguiu apurar respostas claras.

É de sublinhar ainda que as mães que aceitaram doar as suas placentas para este estudo eram saudáveis, sem qualquer doença prévia, uso de álcool ou tabaco, e tinham tido um parto normal depois de uma gravidez de termo. De forma a assegurar a impossibilidade de qualquer contaminação externa, foi adotado um protocolo sem plástico ao longo de toda a experiência.



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